quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Velho Caipira

Esse texto é de Rubens Alves, sempre originalíssimo...

O velho caipira, com cara de amigo, que encontrei num Banco, estava esperando para ser atendido. Ele ia abrir uma conta. Começo de um novo ano... Novas perspectivas...E como não podia deixar de ser, também começou ali um daqueles papos de fila de banco. Contas, décimo terceiro que desapareceu, problemas do Brasil, tsunami... Será que vai chover?
Mas em determinado momento a conversa tomou um rumo: "- Qual é então o maior problema do Brasil para ser resolvido? "E aí o representante rural, nosso querido "Mazaropi da modernidade" falou com um tom sério demais para aquele dia:

" - O Maior Problema do Brasil é que sobra muita manga!"
Tentei entender a teoria...Fez-se um silêncio e ele continuou: " - O senhor já viu como sobra manga hoje debaixo das árvores? Já percebeu como se desperdiça manga? "Sim... Creio que todos já percebemos isto... Onde tem pé de manga, tem sobrado manga...E aí ele continuou:
" - Num país onde mendigo passa fome ao lado de um pé de manga... Isso é um absurdo! Num país que sobra manga tem pouca criança. Se tiver pouca criança as casas são vazias... Ou as crianças que tem já foram educadas para acreditar que só "ice cream" e jujuba são sobremesas gostosas. Boa é criança que come manga e deixa escorrer o caldo na roupa... É sinal que a mãe vai lavar, vai dar bronca, vai se preocupar com o filho. Se for filho tem pai...
Se tiver pai e manga de sobremesa é porque a família é pobre... Se for pobre, o pai tem que ser trabalhador... Se for trabalhador tem que ser honesto... Se for honesto, sabe conversar... Se souber conversar, os filhos vão compreender que refeição feliz tem manga que é comida de criança pobre e que brinca e sobe em árvore... Se subir em árvore, é porque tem passarinho que canta e espaço para a árvore crescer e para fazer sombra... Se tiver sombra tem um banco de madeira para o pai chegar do trabalho e descansar...
Quem descansa no banco, depois do trabalho, embaixo da árvore, na sombra, comendo manga é porque toca viola... E com certeza tá com o pé na grama... Quem pisa no chão e toca música tem casa feliz... Quem é feliz e canta com o violeiro, sabe rezar... Quem sabe rezar sabe amar... Quem ama, se dedica... Quem se dedica, ama, reza, canta e come manga, tem coração simples... Quem tem coração assim, louva a Deus.
Quem louva a Deus, não tem medo... Nada faltará porque tem fé... Se tiver fé em Deus, vê na manga a providência divina... Come a manga, faz doce, faz suco e não deixa a manga sobrar... Se não sobra manga, tá todo mundo ocupado, de barriga cheia e feliz. Quem tá feliz....não reclama da vida em fila do banco... "
Daí fez-se um silêncio...

quinta-feira, 13 de junho de 2013





Atividade 2.5
Quais são os elementos presentes no hipertexto que não eram encontrados no texto?
De acordo, com o vídeo hipertextualidad em espanhol, os elementos presentes no hipertexto que não encontramos no texto são: formato muito heterogêneo, transversalidade, descentralização das informações e singularidade.
Quais os elementos que mudam os processos de leitura e de escrita?
A leitura digital mais específica a de hipertexto, não tem uma sequência linear, o leitor navega por várias informações em um mesmo texto. Fazendo com que cada leitor siga uma linha de leitura, propiciada por sua estrutura labiríntica. Ao decidir sobre os seus percursos de exploração do texto, as associações que estabelece e como o faz, o leitor  adquire um novo papel bem mais ativo e colaborativo do que o que lhe é reservado pelo texto clássico. Permitindo assim a singularidade da experiência leitora.
Como essas mudanças afetam o modo como ensinamos e aprendemos?
O  processo de ensino e aprendizagem exige flexibilidade tanto por parte de quem ensina quanto de quem aprende.
Na sociedade digital, em que vivemos, cabe ao educador fornecer aos  educandos ferramentas e conhecimentos válidos para que eles possam saber escolher e avaliar esse turbilhão de informações a que tem acesso diariamente, afim de que consigam eleger as que realmente são importantes e mais uma vez significativas.
As novas práticas de leitura e escrita, por meio do hipertexto, por exemplo, quebram com as narrativas circulares e repetidas da oralidade e com a continuidade da escrita, e se apresenta de maneira mais dinâmica, rápida e aberta. O aluno deixa de ser o receptor de informações para tornar-se o responsável pela construção de seu conhecimento, usando o computador para buscar, selecionar, inter-selecionar informações significativas na exploração, reflexão, representação e depuração de suas próprias idéias, segundo seu estilo de pensamento ( SANTOS, 2005, p.328).
E o que muda na prática docente, uma vez que essa mudança na construção do conhecimento implica, também, uma alteração na estrutura do pensamento, tornando-o diferenciado e por vezes mais rápido. Ou seja, quando lemos um livro, temos um tempo, uma forma de abstração e de organização das idéias, diferente de quando lemos um hipertexto.